EUA pedem mais sanções contra Síria

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Timothy Geithner, pediu nesta quarta-feira que "todos os países responsáveis" apliquem sanções econômicas contra os governantes sírios e advertiu que a permanência do atual regime no poder pode levar a novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

AE, Agência Estado

06 de junho de 2012 | 14h00

"Pedimos àqueles países que ainda não adotaram sanções formais contra o regime sírio e seus partidários que o façam o mais rápido possível", disse Geithner, segundo texto preparado para a reunião do Grupo de Trabalho sobre Sanções dos Amigos do Povo Sírio.

A reunião, da qual participam representantes de mais de 55 países, tem como objetivo aumentar a pressão sobre o regime do presidente Bashar Assad.

Geithner vai pedir que os países exerçam "a máxima pressão financeira" contra o governo de Assad. De acordo com o texto do discurso distribuído para os meios de comunicação, ele afirmará que fortes sanções podem ajudar a adiantar "o dia no qual o regime de Assad deixará o poder", mas também vai reconhecer que penalidades financeiras e diplomáticas sozinhas não devem produzir as mudanças políticas necessárias.

Geithner disse nesta quarta-feira que se a Síria mantiver a repressão contra os manifestantes, pode ser enquadrado do Capítulo 7 do Conselho de Segurança, que trata de ações em caso de ameaça à paz, ruptura da paz e ato de agressão, que incluem uso da força militar, embora Geithner tenha pedido apenas "medida econômicas apropriadas".

Na semana passada, a Liga Árabe pediu que o Conselho de Segurança considerasse as questões sírias de acordo com o Capítulo 7, embora não tenha pedido uma ação militar.

A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton está a caminho da Turquia, onde na noite desta quarta-feira se reunirá com líderes europeus, turcos e árabes sobre estratégia para uma transição de governo na Síria, além de conquistar o apoio da Rússia para a medida.

As últimas conversações se concentraram num plano parecido com o que garantiu a saída do ditador iemenita Ali Abdullah Saleh no ano passado. Sua renúncia permitiu que seu vice-presidente formasse um governo interino.

China e Rússia têm resistido à adoção de medidas mais duras contra a Síria e bloquearam esforços internacionais para a tomada de uma posição mais dura contra Damasco. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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