EUA pedem 'paciência estratégica'

Aviões americanos lançaram seis ataques a posições do EI perto de Kobani, na Síria, e seus aliados atingiram alvos rebeldes no Iraque

O Estado de S. Paulo

18 de outubro de 2014 | 02h00

WASHINGTON - Aviões de combate americanos lançaram seis ataques a posições do Estado Islâmico (EI) perto de Kobani, na Síria, e seus aliados atingiram alvos rebeldes no Iraque, segundo informações divulgadas ontem pelo Exército dos EUA.

Forças americanas danificaram posições de combate, veículos e edifícios do EI perto de Kobani e um ataque atingiu equipamentos de coleta de petróleo perto de Shadadi em uma tentativa de acabar com a capacidade dos militantes de operar equipamentos de refinaria, segundo nota emitida pelo Comando Central do Exército americano.

O comunicado não diz quais países estavam envolvidos nos ataques sobre o Iraque perto de Baiji. Relatórios iniciais indicam apenas que os bombardeios destruíram armamentos e uma área de armazenamento de munição do EI. Outro ataque aéreo a nordeste atingiu uma pequena unidade dos militantes e danificou um veículo.

O general Lloyd Austin, chefe do Comando Central e comandante das forças americanas no Oriente Médio, declarou ontem que é "altamente possível" que Kobani caia nas mãos do EI. Ele afirmou que o grupo extremista fez da cidade síria de maioria curda perto da fronteira com a Turquia o objetivo de seus principais esforços. E as ofensivas das milícias deram oportunidade à coalizão internacional liderada pelos EUA de atingir o grupo.

Em suas primeiras declarações sobre a campanha aérea que começou em agosto no Iraque, Austin disse que progressos estão sendo feitos e pediu "paciência estratégica". O esforço liderado pelos americanos é desenhado para permitir que forças de segurança garantam as fronteiras do Iraque, disse.

Dentro e ao redor de Kobani, combatentes do EI continuam a se agrupar. Os ataques aéreos mudaram o modo como eles se comunicam e lutam, disse Austin. Os bombardeios destruíram veículos, tanques e equipamentos de comunicação. Os combatentes do EI têm "medo de falar com suas redes" e não se movimentam mais em grandes comboios. "A campanha está no caminho certo", disse.

Austin reconheceu que tropas em terra serão necessárias para derrotar o EI, mas devem ser forças locais e não de americanos. O general Martin Dempsey, presidente do Estado-Maior Conjunto, em depoimento ao Congresso no mês passado, disse que Austin pediu a observadores militares que ordenassem ataques aéreos para ajudar a retomar uma represa em Mossul, que fora tomada e estava sob o controle de combatentes do EI. Milicianos curdos, apoiados por aviões americanos, retomaram a represa.

Austin evitou dizer se houve novos pedidos para os observadores americanos. Segundo ele, Bagdá não corre risco de cair nas mãos do EI./REUTERS e NYT

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