EUA pedem que americanos deixem a Síria por causa de 'situação volátil'

Washington alerta que sentimento contra estrangeiros cresce no país governado por Bashar Assad

Agência Estado

15 Setembro 2011 | 16h59

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos fez um apelo nesta quinta-feira, 15, para que todos os cidadãos americanos deixem a Síria, que está convulsionada há meses por protestos populares contra o governo do presidente Bashar Assad. Washington alertou que o sentimento contra os estrangeiros cresce na Síria.

 

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"O Departamento de Estado pede aos cidadãos norte-americanos na Síria que partam imediatamente enquanto voos comerciais ainda estão disponíveis", disse o Departamento de Estado. "Dada a incerteza corrente e a situação volátil, cidadãos americanos que precisem ficar na Síria são aconselhados a não viajarem dentro do país". "Já os cidadãos americanos fora da Síria devem adiar todas as viagens ao país neste momento", diz o comunicado.

 

 

O Departamento de Estado citou as sanções impostas sobre Damasco em 18 de agosto que restringem o apoio material e financeiro de instituições e cidadãos americanos ao governo sírio. "Essas sanções proíbem americanos e residentes nos Estados Unidos de pagar por ou fornecer qualquer tipo de apoio ao governo da Síria ou de realizar novos investimentos no país", continua a nota.

 

O governo de Barack Obama exortou Assad a interromper a sangrenta repressão que suas tropas têm conduzido contra os opositores e pediu a renúncia do líder sírio. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 2.200 pessoas já morreram nos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança desde o início da revolta, em março. As informações são da Dow Jones.

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