EUA pedem que ataques dos drones fiquem em segredo

O governo dos Estados Unidos pediu a um tribunal federal que rejeite os pedidos para que informações sobre os ataques dos aviões não tripulados (drones) da Agência Central de Inteligência (CIA) contra militantes em outros países sejam divulgados, ao argumentar que o assunto inteiro é "classificado", ou seja, são informações que devem permanecer sob o sigilo do serviço secreto e do governo.

AE, Agência Estado

21 de junho de 2012 | 18h38

O pedido foi feito pouco antes da meia noite da quarta-feira, o prazo final fixado pela Justiça, informa a agência France Presse (AFP). Advogados do governo americano entraram com o pedido em um tribunal federal em Nova York para defender o sigilo dos ataques dos aviões teleguiados, que mataram numerosos combatentes da Al-Qaeda, embora também muitos civis, no Paquistão, Iêmen e Somália, entre outros países.

O jornal The New York Times e a organização não governamental União das Liberdades Civis Americanas (ACLU, na sigla em inglês) entraram com os pedidos para a divulgação dos arquivos, após terem procurado em vão o governo pelas informações respaldados no Ato de Liberdade da Informação.

O governo dos EUA não apenas descartou o fornecimento de informações sobre os ataques dos drones, como argumentou que elas se incluem na categoria de documentos que representam uma ameaça à segurança nacional. A ACLU disse que o argumento é "absurdo" ao dizer que os ataques dos aviões são um "segredo aberto" que funcionários vazaram várias vezes para a imprensa.

Funcionário do governo dos EUA dizem que os ataques dos drones dizimaram o núcleo da liderança da Al-Qaeda e salvaram vidas de norte-americanos, mas provocaram um número desconhecido de mortes de civis e espalharam uma onda de indignação no Paquistão.

As informações são da Dow Jones.

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