EUA pedem que cidadãos deixem a Arábia Saudita

EUA, Grã-Bretanha e Austrália alertam seus cidadãos para que deixem a Arábia Saudita, depois de um massacre de reféns em um hotel ocupado por estrangeiros, durante o final de semana. Autoridades sauditas ainda revistam o complexo residencial em busca de provas e explosivos deixados para trás por supostos militantes da Al-Qaeda - três dos quais ainda foragidos - depois de um tiroteio e de um impasse com reféns que deixou 22 mortos, na maioria estrangeiros. A cidade de Khobar é um importante centro da indústria petrolífera saudita, que depende em grande parte de trabalhadores estrangeiros. Manchas de sangue, estilhaços de vidro, buracos de bala e sinais da detonação de granadas marcam o complexo Oásis, segundo um funcionário que teve acesso ao local, fortemente guardado. Do lado de fora, barreiras de concreto, guardas e veículos armados mantinham as pessoas afastadas.O impasse entre autoridades e terroristas, que durou 25 horas no final de semana, terminou com um agressor preso e três foragidos. Nove reféns morreram, e a contagem oficial de mortos indica oito indianos, três filipinos, três sauditas. dois cingaleses, um americano, um britânico, um italiano, um sueco, um sul-africano e uma criança egípcia.Até o momento, os reféns sobreviventes - dezenas escaparam - não falaram com a mídia, e as autoridades sauditas não divulgam detalhes de como o impasse terminou. Forças de segurança invadiram o edifício no domingo, depois que ficou claro que os reféns estavam sendo feridos, disse Jamal Khashoggi, da embaixada saudita em Londres. Uma nota oficial do ministério do interior dia que os três foragidos usaram reféns como escudos humanos para escapar.

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