EUA pedem que Colômbia receba presos de Guantánamo

Chanceler colombiana diz que governo vai estudar o tema mas não sabe quantos prisioneiros seriam enviados

O Estado de S. Paulo,

28 de março de 2014 | 11h34

BOGOTÁ - A chanceler colombiana María Ángela Holguín afirmou nesta sexta-feira, 28, que o governo americano pediu que a Colômbia acolha presos de Guantánamo. "Os EUA nos sondou de forma geral sobre a possibilidade de recebermos alguns presos que eles têm em Guantánamo", afirmou María à rádio local Blu Radio.

Diante da proposta, Bogotá respondeu, segundo a chanceler, que iria estudar o assunto. "Lhes dissemos que iríamos pensar, analisar, estudar o tema e aguardar que eles nos passem mais detalhes". María ressaltou que a Colômbia não conhece detalhes de quantos e quem são os presos de Guantánamo que seriam enviados ao país.

Segundo a chanceler, o tema será discutido com o ministro da Justiça colombiano, Alfonso Gómez Méndez, e com o presidente Juan Manuel Santos.

Méndez acha pouco viável o pedido dos EUA e justifica que as prisões colombianas estão superlotadas. "A verdade é que nós temos um problema de superlotação inegável e esse seria um dos pontos a serem considerados para tomar essa decisão", afirmou o ministro para a Caracol Radio.

Na Colômbia existem pelo menos 138 prisões com o total de 120 mil presos, segundo o Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário, que afirma que . A organização diz que a superlotação no país equivale a 44 mil detentos acima da capacidade das prisões./ AP

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