Ariana Cubillos/AP
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EUA pedem que Maduro pare de acusar outros países 'falsamente'

Washington nega tentativa de golpe contra governo venezuelano e diz que Caracas precisa resolver suas crises em 'desviar atenção'

O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 10h48

WASHINGTON - Os Estados Unidos pediram na quinta-feira que o governo da Venezuela pare com as acusações "falsas e sem fundamentos" contra outros países para "desviar a atenção dos problemas reais" venezuelanos.

"Os problemas econômicos e políticos da Venezuela são o resultado das ações de seu governo. E o governo deveria deixar de tentar desviar a atenção e se concentrar em encontrar soluções por meio de um diálogo democrático entre os venezuelanos", afirmou em comunicado a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, explicou na quinta que sua chanceler, Delcy Rodríguez, se reuniu com os embaixadores credenciados em seu país para adverti-los sobre o suposto envolvimento do governo americano em um plano de golpe de Estado para derrubá-lo.


Maduro afirmou na semana passada que tinha frustrado um plano de golpe de Estado, quando um grupo de militares da Força Aérea venezuelana foi detido por participarem de uma conspiração que, segundo ele, teria sido "elaborada" em Washington e teria contado com líderes da oposição venezuelana.

Na ocasião, os EUA responderam dizendo que essas acusações, como outras anteriores, são "ridículas" e não têm fundamento, mensagem que reiterou na quinta diante dos últimos comentários de Maduro sobre o assunto.

Washington ainda não se pronunciou sobre a prisão do prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) na sede de seu partido.

Na semana passada, o prefeito do município Libertador, na região metropolitana de Caracas, o chavista Jorge Rodríguez, acusou Ledezma e o deputado opositor Julio Borges de serem os autores intelectuais da tentativa de golpe de Estado, segundo anúncio do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

O presidente do Parlamento venezuelano, o governista Diosdado Cabello, afirmou que no suposto complô, noemado de "Plano Jericó", estavam envolvidos os opositores Ledezma, Borges, María Corina Machado e Diego Arria, ex-embaixador da Venezuela na ONU. /EFE

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