AP
AP

EUA pedem que norte-americanos deixem o Iêmen

Aviso foi emitido por  preocupações com terrorismo e depois do fechamento de cerca de 20 missões diplomáticas dos EUA em todo o Oriente Médio e África

Agência Estado,

06 Agosto 2013 | 06h01

O Departamento de Estado dos EUA ordenou nesta terça-feira, 6, que todos os funcionários não essenciais saiam do Iêmen. O órgão também pediu que os cidadãos norte-americanos deixem o país "imediatamente" devido a preocupações com terrorismo.

O aviso foi emitido depois do fechamento de cerca de vinte missões diplomáticas dos EUA em todo o Oriente Médio e África e relatos de mensagens interceptadas do principal líder da Al-Qaeda. Segundo as mensagens, o líder teria ordenado que o braço do grupo no Iêmen realizasse um ataque.

"O Departamento de Estado dos EUA adverte cidadãos norte-americanos sobre o alto nível de ameaça a segurança no Iêmen devido a atividades terroristas e distúrbios civis", disse o órgão em um comunicado.

"O Departamento alerta que os cidadãos norte-americanos adiem viagens para o Iêmen e que os cidadãos norte-americanos que atualmente vivem no Iêmen partam imediatamente."

O Departamento de Estado disse que "ordenou a saída do pessoal não emergencial do governo dos EUA no Iêmen devido ao potencial contínuo de ataques terroristas".

Segundo a declaração, "nível de ameaça no Iêmen é extremamente alto" por causa do potencial de ataques terroristas e distúrbios civis.

"As organizações terroristas, incluindo a Al-Qaeda na Península Arábica, continuam ativas em todo o Iêmen", disse.

"O governo dos EUA continua altamente preocupado com possíveis ataques a cidadãos norte-americanos (seja em visita ou residentes no Iêmen) e instalações dos EUA, empresas" e interesses norte-americanos e ocidentais.

Acredita-se que a Al-Qaeda na Península Arábica seja um dos grupos mais sofisticados gerados pela rede terrorista fundada por Osama bin Laden, e que tenha tentado realizar uma série de ataques contra os Estados Unidos nos últimos anos.

O alerta do Departamento de Estado aconteceu horas depois de um ataque de drones, aviões não-tripulados, dos EUA contra supostos militantes da Al-Qaeda no Iêmen. Não ficou imediatamente claro se os dois fatos estavam ligados.

Autoridades norte-americanas raramente discutem o programa de drones no Iêmen, e não puderam ser imediatamente contatados para comentar o assunto.

A mídia dos EUA informou que as missões no exterior foram fechadas depois que agentes de inteligência interceptaram mensagens de Ayman al-Zawahiri, líder da Al-Qaeda, para o líder do braço da organização na Península Arábica, Nasser al-Wuhayshi, pedindo um ataque a partir do último domingo. Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
EUAterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.