EUA pedem que referendo de domingo no Quirguistão seja 'transparente'

País assolado por conflitos étnicos decidirá entre sistema presidencialista e parlamentar

Efe,

25 de junho de 2010 | 19h43

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira, 24, que o referendo do próximo domingo para mudar a Constituição do Quirguistão seja "justo e transparente" e sirva para abrir o caminho de um governo democrático no país. O plebiscito contará com observadores americanos.

 

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"Esperamos um referendo justo e transparente que possa ser um passo eficaz para um governo democrático no Quirguistão", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Philip J. Crowley, em uma coletiva de imprensa.

 

"Esperamos que esse passo importante ocorra em uma atmosfera de respeito mútuo e estabilidade (...). Nossa embaixada em Bishkek terá uma pequena equipe de observadores", afirmou. Segundo Crowley, uma pequena coalizão de ONGs quirguizes mobilizará cerca de 1.000 observadores no país e emitirá um relatório preliminar na próxima segunda.

 

Crowley acrescentou que os Estados Unidos têm ajudado a comissão eleitoral central, inclusive na capacitação de funcionários eleitorais para garantir um processo ordenado, e que a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) terá trinta observadores no país a longo prazo.

 

A consulta do domingo ocorre em momentos de grande tensão civil, após os choques étnicos que começaram em 10 de junho e deixaram, segundo oficiais, ao menos 264 mortos e 400.000 pessoas desabrigadas, de acordo com organismos internacionais.

 

Se o projeto de Constituição proposto pelo governo provisório for aprovado no referendo, o Quirguistão deixará de ser uma República presidencialista para adotar o sistema parlamentar.

 

Em paralelo, o Senado americano aprovou por unanimidade uma resolução bipartidarista para que as partes envolvidas impeçam mais atos de violência e ajudem os desabrigados e feridos.

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