EUA pedem reforço da segurança no Sinai após ataques em Israel

Egípcios devem cumprir promessa, diz Hillary Clinton; Cairo anuncia prisão de 20 pessoas na área

estadão.com.br

18 de agosto de 2011 | 16h26

WASHINGTON - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, exigiu que as autoridades do Egito cumpram sua promessa de reforçar a segurança na região do Sinai, informa nesta quinta-feira, 18, a agência de notícias AFP. As declarações da diplomata são feitas depois que ao menos sete israelenses morreram em um ataque de homens armados que entraram em Israel a partir do território egípcio.

 

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"Os compromissos recentemente assumidos pelo governo egípcio para solucionar a questão da segurança no Sinai são importantes e exigimos que seja encontrada uma solução duradoura", disse Hillary. Os Estados Unidos são os principais parceiros de Israel no que diz respeito à diplomacia e à segurança externa.

 

Nesta quarta, após os ataques, as forças de segurança do Egito anunciaram a detenção de cerca de 20 pessoas suspeitas de terem vínculos com os ataques no sul de Israel. Um policial disse que entre os detidos "há alguns palestinos" e que eles estão sendo interrogados.

 

Segundo o chefe policial do norte do Sinai, Saleh al-Masri, alguns dos presos pertencem à organização radical Jihad Islâmica, enquanto outros não têm ligações com o extremismo, mas foram capturados por causa de outros delitos.

 

A península do Sinai tem sido palco de ataques contra gasodutos e delegacias nos últimos meses, o que levou as autoridades do Egito a prometer um reforço da segurança no local e uma ofensiva contra militantes de grupos radicais.

 

Os confrontos desta quinta ocorreram na cidade de Eilat, perto da fronteira de Israel com o Egito. Sete israelenses morreram, assim como sete homens armados que invadiram o território israelense. O Estado judeu respondeu com ataques aéreos em Gaza que mataram seis pessoas. O Hamas, facção palestina que controla a Faixa de Gaza, negou envolvimento nos atentados.

 

Com informações da agência Efe

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