EUA pedem retorno da ordem constitucional

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, qualificou ontem como "muito lamentável" a decisão do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, de decretar estado de emergência no país. "Os EUA já deixaram bem claro que não apóiam medidas extraconstitucionais que tirarão o Paquistão do caminho democrático e do governo civil", afirmou Condoleezza, durante uma visita à Turquia. "Esperamos um retorno rápido da ordem constitucional e o comprometimento com eleições justas." Mais tarde, a Casa Branca divulgou um comunicado que dizia que "o presidente Musharraf precisava manter sua promessa de celebrar eleições livres em janeiro e renunciar a seu cargo de chefe do Exército".O Pentágono, no entanto, declarou ontem que a decisão do presidente paquistanês não influenciará no apoio militar que os Estados Unidos oferecem ao Paquistão, "um aliado-chave"na luta contra o terror islâmico. Nos últimos meses, Musharraf vinha sendo pressionado para ampliar a investida contra grupos ligados à Al-Qaeda e ao Taliban que atuam na fronteira do país com o Afeganistão.OUTROS PAÍSESEn Londres, o chanceler britânico, David Miliband, se disse "gravemente preocupado"com as medidas adotadas por Musharraf. Segundo ele, a decisão afasta o Paquistão do caminho da democracia, que levaria o país a avançar em direção à "estabilidade, desenvolvimento e luta contra o terrorismo".O retorno da ordem constitucional no Paquistão também foi defendido em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores indiano: "Acreditamos que as condições para a normalidade serão recobradas em breve, permitindo que o Paquistão faça a transição rumo à estabilidade e democracia", dizia o documento.

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