EUA perdem avião F-16 e informam morte de cinco soldados

Força Aérea definiu queda como acidente e nao informou status da tripulação

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Um caça de combate americano F-16 caiu nesta sexta-feira, 15, no Iraque, durante uma missão de apoio a tropas terrestres, informou o Comando Aéreo Central. O evento ocorreu no mesmo dia em que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, chegou a Bagdá para uma visita inesperada, e o Exército dos EUA informou que cinco soldados foram mortos. O anúncio da força Aérea, que definiu a queda do avião como acidente, não informou onde ocorreu o desastre e nem o que aconteceu com o piloto, único membro da tripulação. A queda de um F-16, avião que é muito usado em missões no Iraque, é um evento raro. No dia 27 de novembro, um F-16 caiu na província de Anbar, matando o piloto. O jato operava na 332ª divisão aérea, na base da Balad, 80 quilômetros ao norte de Bagdá. "A causa do acidente está sob investigação," disse o comunicado do Comando Central da Força Aérea. Nesta sexta-feira, ocorreram apenas 16 mortes violentas no Iraque, enquanto a média diária é de pelo menos 20 mortos apenas em Bagdá. Nesta sexta-feira, o Exército dos EUA anunciou que três soldados foram mortos na quinta-feira, quando uma bomba explodiu próxima ao veículo onde trafegavam, na província de Kirkuk, no norte. Um outro soldado americano foi morto a tiros na província de Diyala, próxima a Bagdá, enquanto outro militar americano morreu em um incidente obscuro não relacionado a um combate, que está sob investigação. Visita de Gates O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, fez uma visita surpresa nesta sexta-feira ao Iraque e expressou apoio ao mais graduado comandante americano no país, o general David Petraeus, ao dizer que o militar não tentou pintar um quadro excessivamente otimista sobre como vai a guerra. O general sofreu fortes críticas no Congresso dos EUA nesta semana, onde foi acusado de estar "fora da realidade" do Iraque. "É um quadro muito complexo," Gates disse aos repórteres no seu avião, quando questionado se os militares e o general Petraeus estavam oferecendo avaliações realistas da violência em Bagdá, onde o número de tropas americanas foi ampliado nos últimos meses. "Eu tenho toda a confiança no general Petraeus, na sua habilidade e boa vontade de descrever a guerra como a vê," disse Gates. Ele chegou a Bagdá na noite de sexta-feira para se reunir com militares americanos e políticos iraquianos. Desde dezembro, quando assumiu o cargo, é a quarta vez que Gates visita o Iraque. Sua última vista foi em abril. As cinco brigadas de reforço às tropas americanas já se encontram no Iraque, como parte do esforço para estabilizar a violência em Bagdá. A visita de Gates ocorre após os oficiais iraquianos terem reforçado a segurança na cidade, em seguida ao ataque a bomba na quarta-feira à mesquita de Samarra, a 60 quilômetros ao norte de Bagdá. A mesquita de Askariya, uma das mais sagradas para os xiitas, teve os minaretes destruídos. Críticas Nesta semana, Petraeus foi muito criticado pelo líder democrata no Senado dos EUA, Harry Reid. Ele acusou Petraeus e o general Peter Pace de falharem em providenciar ao Congresso um relatório justo e imparcial sobre a guerra no Iraque. As críticas ocorreram uma semana após parlamentares dos EUA dizerem a Gates que não aceitariam se Pace fosse nomeado novamente para o cargo de dirigente dos oficiais do Exército no Iraque. Gates decidiu substituir Pace. Reid também afirmou que estava preocupado com Petraeus. Nesta semana, Petraeus disse ao jornal USA Today que existem "desconcertantes sinais de normalidade" na maior parte de Bagdá. Petraeus disse ao jornal: "Eu falo sobre ligas profissionais de futebol, que jogam em estádios com gramados verdes, parques de diversões, mercados que são muito vibrantes". Reid disse que as declarações do general "dão a impressão de que ele não está em dia com a realidade no Iraque, ou tenta fazer com que o presidente (Bush) se sinta bem".

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