EUA perdem lugar também na agência antidrogas da ONU

Em outro embaraçoso revés, os Estados Unidos perderam seu assento num órgão internacional de monitoração de drogas, no mesmo dia em que foram afastados da Comissão de Direitos Humanos da ONU, confirmaram hoje autoridades das Nações Unidas e dos Estados Unidos. Os Estados Unidos tinham feito campanha por um terceiro mandato para seu embaixador Herbert Okun, que servia como vice-presidente da Agência Internacional de Controle de Narcóticos. Mas ele perdeu a votação promovida de mesma forma secreta e sofrendo a oposição dos mesmos países que negaram aos Estados Unidos seu assento na comissão de direitos humanos. "Considermos isso muito lamentável", disse hoje em Washington o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Richard Boucher. "Pretendemos continuar com nosso engajamento nas questões internacionais de narcóticos. Continuaremos com nossa cooperação e nosso forte apoio ao programa internacional de controle de drogas da ONU, assim como com a Agência Internacional de Controle de Narcóticos". A agência de 13 membros monitora o cumprimento de convenções de drogas da ONU sobre abuso de substâncias e tráfico ilegal. Okun, de 70 anos, serviu como embaixador dos EUA nas Nações Unidas entre 1985 e 1989, e estava na agência sobre narcóticos desde 1997.

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