Pablo Martinez Monsivais/AP
Pablo Martinez Monsivais/AP

EUA planejam campanha para denunciar abusos contra gays no Irã

Segundo fontes que acompanham a elaboração do projeto, diplomatas estão entrando em contatos com ativistas LGBT na Europa para reunir apoio em torno da iniciativa

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2019 | 14h22

WASHINGTON -  O governo do presidente americano, Donald Trump, está lançando uma campanha para pôr fim à criminalização da homossexualidade em países onde é proibido por lei ser gay. Segundo a rede de TV NBC, o projeto faz parte de uma estratégia de denunciar o Irã por abuso de direitos humanos. O comando da campanha deve ficar a cargo do embaixador americano na Alemanha, Richard Grennel, o funcionário de cargo mais alto no governo abertamente homossexual. 

Segundo fontes que acompanham a elaboração do projeto, diplomatas estão entrando em contatos com ativistas LGBT na Europa para reunir apoio em torno da iniciativa. Entidades como a ONU e a União Europeia devem se envolver na campanha.

Grennell tem sido bastante crítico ao comportamento do Irã na questão do programa nuclear e liderou a pressão diplomática para convencer os europeus a abandonarem o acordo de 2015, como os Estados Unidos fizeram no ano passado. 

A ideia da campanha surgiu a partir de relatos de execução por enforcamento de um rapaz homossexual no Irã no começo do ano. “Foi um alerta para quem apoia os direitos humanos mais básicos”, disse o embaixador ao Bild.  “Não é a primeira vez que o regime iraniano condenou um homem gay à morte com as acusações ultrajantes de sempre. E não será a última.”

Apesar disso, usar direitos dos homossexuais para pressionar o Irã pode expor aliados próximos dos Estados Unidos com políticas semelhantes, como A Arábia Saudita, os Emirados Árabes e o Paquistão. 

As próprias políticas domésticas de Trump para a comunidade LGBT também são restritivas. Em janeira, a Suprema Corte autorizou o veto ao presidente para que transexuais sirvam nas Forças Armadas.

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