Guillermo Arias / AFP
Guillermo Arias / AFP

EUA enviam mais de 5,2 mil militares à fronteira com o México

Missão dada por Washington às tropas é de frear uma caravana com mais de 7 mil imigrantes que saiu de Honduras e está agora em território mexicano; número de soldados é superior ao da Síria e do Iraque

O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2018 | 16h33
Atualizado 29 de outubro de 2018 | 19h13

WASHINGTON - O Exército dos Estados Unidos começou a enviar nesta segunda-feira, 29, 5,2 mil militares para a fronteira com o México na tentativa de conter a caravana de imigrantes da América Central, informou  o general Terrence O’Shaughnessy, que lidera o Comando Norte dos EUA. O envio, sob uma operação batizada de Faithful Patriot, já está em andamento, segundo o general.

O’Shaughnessy explicou que os militares trabalharão juntos com agentes da CBP (a agência de alfândega e proteção de fronteira, na sigla em inglês) e vão se concentrar primeiro no reforço da segurança  da fronteira no Texas, seguido pelo Arizona e Califórnia. 

“Acho que o presidente (Donald Trump) deixou claro que a segurança na fronteira é questão de segurança nacional”, disse o general em uma entrevista coletiva em Washington. 

O número é muito superior aos 800 soldados inicialmente previstos e equivaleria a um terço dos agentes de fronteira que operam na área, explicou o Wall Street Journal

Operação 

Os envios incluirão, segundo o Washington Post, três batalhões de combatentes, membros do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA e tropas especializadas em aviação, tratamento médico e logística, disse O’Shaughnessy. Ele destacou o uso de helicópteros, implantados com recursos de visão noturna e sensores que ajudarão  os militares a determinar onde eles precisam estar.  

 Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, autorizou o uso de tropas e outros recursos militares na fronteira sul. 

 Trump, que fez campanha contra a imigração ilegal para vencer a eleição presidencial de 2016, tem se apropriado do discurso contra a chegada da caravana aos EUA para pedir votos nessas eleições de meio de mandato, no dia 6, aumentando o apoio para o seu Partido Republicano. 

O presidente voltou a atacá-la hoje  e a chamá-la de “invasão”. “Muitos membros de gangues e algumas pessoas muito ruins estão misturadas na caravana que se dirige para a nossa fronteira sul”, escreveu Trump no Twitter. “Por favor, retornem, não serão admitidos nos EUA a menos que passem pelo processo legal. Isso é uma invasão ao novo país e nossos militares estão esperando!”, acrescentou.

O número de soldados das forças americanas na fronteira com o México para fazer frente aos 7 mil imigrantes, a maioria deles procedente de Honduras, é o mais numeroso do que o atualmente na Síria e no Iraque e metade dos militares presentes no Afeganistão. 

De acordo com o Wall Street Journal, as tropas devem ser posicionadas nos pontos de entrada da fronteira, pelo menos na fase inicial da missão convocada pelo Pentágono. / W. POST, REUTERS e AFP

 

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