EUA podem impor sanções mais rígidas ao Irã

No dia em que Hasan Rouhani assume oficialmente a presidência do Irã, novas sanções contra o país parecem estar a caminho. Em carta dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, 76 senadores norte-americanos exigiram punições mais rígidas para a economia iraniana até que o país suspenda o programa nuclear.

ASSOCIATED PRESS, Agência Estado

03 Agosto 2013 | 17h25

O documento também pede que Obama considere alternativas militares e, ao mesmo tempo, deixe as portas abertas para diplomacia. A carta redigida pelo Senado dos EUA surge dias após a Câmara dos Representantes aprovar por grande maioria novas restrições aos setores de petróleo, mineração e construção do Irã. Os senadores devem votar o mesmo pacote em setembro.

"Até que vejamos uma significativa desaceleração das atividades nucleares no Irã, acreditamos que nossa nação deve endurecer as sanções e reforçar a credibilidade da alternativa de uso da força militar ao mesmo tempo em que exploramos plenamente uma solução diplomático para nossa disputa com o Irã", informou o documento, que será entregue na segunda-feira.

O governo de Obama teme que os esforços do Congresso possam minar as relações com o novo presidente iraniano, Hasan Rouhani, que foi formalmente aprovado pelo aiatolá Ali Khamenei, neste sábado e assumirá o gabinete amanhã. Rouhani prometeu seguir um "caminho de moderação" e maior abertura em relação ao programa nuclear iraniano.

Obama quer dar a Rouhani uma chance de provar sua seriedade. Os EUA acreditam que o Irã tem trabalhado há anos no desenvolvimento de armas nucleares, mas o país árabe insiste que o programa é pacífico e destina-se à pesquisa energética.

A vitória de Rouhani sinaliza uma clara insatisfação do Irã, disseram os senadores. Mas eles observaram que todas as decisões finais sobre questões nucleares cabem ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. "O Irã hoje continua sua instalação de larga escala de centrífugas avançadas", informou a carta. "Isso em breve o colocará na posição de rapidamente produzir armas enriquecidas com urânio", alertou o Senado.

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