EUA podem influenciar desenrolar dos eventos em Cuba, diz Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que seu plano de normalizar relações com Cuba dá à Casa Branca a oportunidade de influenciar o desenrolar dos eventos no país, em um importante momento de mudanças na ilha comunista. Em entrevista à CNN, Obama também refutou críticos que o acusaram de estar se curvando a ditadores.

Estadão Conteúdo

21 de dezembro de 2014 | 13h57

Segundo Obama, as tentativas de derrubar o governo dos irmãos Castro por meio de isolamento não deu resultado nos últimos 50 anos. Ainda na entrevista, Obama disse que o governo americano estuda a possibilidade de retirar Cuba da lista de nações que, segundo Washington, patrocinam o terrorismo, uma vez que o status atual de Havana dificulta a aproximação dos dois países.

A decisão anunciada na semana passada por Obama de restaurar relações diplomáticas com Cuba gerou elogios de opositores de longa data da dura postura dos EUA em relação à Havana. Mas o gesto também atraiu críticas, incluindo de congressistas democratas e republicanos, que alegam que a Casa Branca não obteve nenhum compromisso de Cuba antes de começar a relaxar as penalidades e restrições em vigor.

Ontem, líderes oposicionistas cubanos em Miami se juntaram a políticos e ativistas cubano-americanos e disseram que vão lutar contra o plano de Obama. Em Cuba, o presidente Raúl Castro disse na Assembleia Nacional que o país não vai abrir mão do regime comunista, apesar dos esforços para a normalização dos laços com os EUA. Fonte: Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
EUACubaObama

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.