EUA precisam aprender lições do Iraque, diz Obama

Em discurso para marcar o final simbólico da guerra, presidente americano destaca sucessos, mas também os altos custos causados pelo conflito de 9 anos

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2011 | 03h02

O presidente americano, Barack Obama, saudou ontem os soldados que voltaram do Iraque, em um final simbólico da guerra que durou quase nove anos. Ele disse que os EUA devem aprender as lições da guerra no Iraque, afirmando ao mesmo tempo que houve "feitos extraordinários", em ato em homenagem aos combatentes em Fort Bragg, na Carolina do Norte.

"Quero comemorar um momento histórico na vida de nosso país, de nossos militares", disse o presidente. Marcando o final da retirada das tropas dos Estados Unidos no Iraque, previsto para o dia 31, Obama lembrou o "pesado custo" da guerra e disse que os americanos devem aprender as lições de uma guerra que provocou duras divisões políticas no mundo inteiro.

"É mais difícil terminar uma guerra do que começá-la", destacou Obama, que fez do fim da guerra no Iraque seu compromisso político. "Finalmente, tudo o que as tropas americanas fizeram no Iraque - combater e morrer, sangrar e construir, treinar e compartilhar - nos levou a este momento de sucesso", disse, diante de 3 mil soldados reunidos no hangar da base.

"Deixamos para trás um Iraque soberano, estável e autossuficiente, com um governo representativo, eleito por seu povo", afirmou Obama.

Lembrando o "alto custo" da guerra, Obama mencionou os 4.500 soldados americanos mortos no Iraque. Mais de 100 mil civis iraquianos também morreram na guerra. Obama disse que o custo econômico da guerra foi superior a US$ 1 bilhão. Atualmente, restam cerca de 5.500 soldados americanos no Iraque, em relação aos mais de 170 mil que estiveram no país.

Os EUA invadiram o Iraque em 2003, durante o governo de George W. Bush, sob a alegação de que o regime de Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa - que nunca foram encontradas. / AP e REUTERS

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