EUA prende 4 suspeitos de planejar ataques contra país

Agentes federais dos Estados Unidos prenderam quatro homens suspeitos de integrar uma milícia no Estado da Geórgia. Eles são acusados de planejar ataques com armas químicas e explosivos em Atlanta, contra autoridades do governo.

AE, Agência Estado

02 de novembro de 2011 | 13h42

Os quatro suspeitos, que foram presos ontem, devem comparecer em um tribunal federal em Gainesville nesta tarde. Eles fariam parte de um grupo que tentou obter um artefato explosivo não registrado e procuraram conseguir a fórmula para fabricar ricina, uma toxina biológica que pode ser letal mesmo em pequenas doses.

Segundo documentos do tribunal, um dos suspeitos chegou a debater maneiras de dispersar ricina a partir de um avião sobrevoando os céus de Washington. Outro suspeito, Frederick Thomas, de 73 anos, pretendia utilizar o roteiro de um romance como modelo para atacar agentes da Justiça federal.

Os nomes dos outros três suspeitos são: Dan Roberts, 67 anos; Ray Adams, 65 anos; e Samuel Crump, 68 anos. Eles viviam nas cidades de Cleveland e Toccoa, na Geórgia. Pelo menos dois deles já trabalharam no governo. Adam trabalhou como técnico de laboratório em uma agência do Departamento de Agricultura. Crump trabalhou para uma empresa terceirizada que prestava serviços para o Centro de Prevenção e Controle de Doenças.

O grupo estaria discutindo operações "secretas" desde março, incluindo assassinatos, roubos e uso de agentes tóxicos para enfraquecer os governos estadual e federal. Em um dos encontros, Thomas propôs a criação de uma lista de funcionários do governo, políticos, líderes empresariais e membros da imprensa que ele acreditava que precisavam ser "eliminados".

A esposa de Thomas, Cahrlotte, classificou as acusações contra ele como "bobagem". "Ele ficou 30 anos na Marinha. Ele não faria nada contra seu país", disse em uma entrevista por telefone. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAprisãoatentados

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.