EUA prendem cada vez mais, mesmo com crime em baixa

A população carcerária nos Estados unidos subiu 2,9% em 2003, chegando a um total de 2,1 milhões de detentos. Com isso, um em cada 75 homens vivendo nos Estados Unidos encontra-se atrás das grades. O número de presos continua a subir, a despeito da queda registrada nas taxas de criminalidade.O relatório sobre população carcerária, publicado pelo Departamento de Justiça, atribui o aumento no número de presos ao endurecimento da política penal nos anos 80 e 90, com leis do tipo ?três faltas e você está fora?, que determinam prisão automática na segunda reincidência, e do tipo ?a sentença é para valer?, que impedem a progressão de pena. ?O sistema penitenciário cresce como o mato no jardim?, disse Vincent Schiraldi, diretor do Instituto Política de Justiça, que defende penas mais brandas. Sem reformas, diz, a população carcerária crescerá ?como se em piloto automático, a despeito dos custos e do impacto frustrante no controle do crime?.Já o secretário de Justiça John Ashcroft diz que o relatório mostra o sucesso dos esforços para tirar criminosos contumazes das ruas. ?Não é por acaso que o crime violento está no nível mais baixo em 30 anos enquanto a população carcerária sobe?, acredita.Em meados de 2003, havia 715 detentos para cada 100.000 moradores dos Estados Unidos, sobre 703 um ano antes, informa o relatório. Essa taxa de encarceramento é a maior do mundo, segundo o Projeto Sentença, outro grupo de apoio a penas alternativas. Ainda segundo o relatório, 68% dos presos nos EUA em 2003 pertenciam a minorias raciais. Cerca de 12% de todos os homens negros na faixa dos 20 anos que vivem nos EUA estão presos, contra 3,7% dos hispânicos e 1,6% dos brancos na mesma faixa etária.

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