EUA prendem dez acusados de espionar para a Rússia

Segundo Departamento de Justiça do país, uma 11ª pessoa suspeita estaria foragida

BBC Brasil, BBC

28 de junho de 2010 | 18h57

WASHIGNTON - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira que dez pessoas foram presas no país sob suspeita de espionar para a Rússia. De acordo com o Departamento, as dez pessoas foram detidas em operações nos Estados de Nova York, Massachusetts, Nova Jersey e Virgínia.

Elas foram acusadas de conspiração para agir como agentes de um governo estrangeiro, o que pode levar a uma pena máxima de cinco anos de prisão. Oito pessoas foram detidas no domingo sob acusação de supostamente realizar "missões de longo prazo e infiltração profunda nos Estados Unidos em nome da Federação Russa", informou o Departamento de Justiça em uma declaração.

"Dois réus adicionais também foram presos no domingo por, supostamente, participar do mesmo programa secreto russo dentro dos Estados Unidos", informou o departamento. Nove dos detidos também enfrentam acusações de conspiração para lavagem de dinheiro, cuja pena máxima de prisão chega a 20 anos.

O Departamento de Justiça americano informou ainda que 11º suspeito ainda está foragido.

Anos de investigação

Na declaração oficial, o Departamento de Justiça americano afirma que os suspeitos foram detidos depois de uma investigação que durou vários anos. Dois dos detidos - um casal conhecido pelos pseudônimos de Richard Murphy e Cynthia Murphy - foram presos na cidade de em Montclair, no Estado de Nova Jersey; Vicky Pelaez e um homem conhecido apenas como Juan Lazaro foram detidos em Yonkers, no Estado de Nova York; e Anna Chapman, foi detida na cidade de Nova York.

Outras três pessoas, Michael Semenko e um casal conhecido como Michael Zottoli e Patricia Mills, foram presos em suas casas no condado de Arlington, no Estado da Virgínia.

Mais duas pessoas, conhecidas como Donald Howard Heathfield e Tracey Lee Ann Foley, foram presas em Boston, Massachusetts. O suspeito conhecido como Christopher R. Metsos continua foragido.

 

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