REUTERS/Enrique Castro-Mendivil
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EUA prendem ex-presidente do Peru Alejandro Toledo, acusado de receber propina da Odebrecht

Segundo o MP peruano, a prisão foi intermediada pela Unidade de Cooperação Judicial Internacional e o ex-presidente comparecerá à Justiça americana para dar início ao processo de extradição

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2019 | 16h33

LIMA -  O governo dos Estados Unidos prendeu nesta terça-feira, 16, o ex-presidente do Peru Alejandro Toledo, a pedido da Justiça peruana, informou o Ministério Público em Lima. 

Segundo o MP peruano, a prisão foi intermediada pela Unidade de Cooperação Judicial internacional e o ex-presidente comparecerá à Justiça americana para dar início ao processo de extradição. 

Toledo tem contra si um mandado de prisão preventiva de 18 meses no âmbito da Operação Lava-Jato no Pero. Ele é acusado de receber propina de US$ 20 milhões para conceder à Odebrecht a construção da Rodovia Interoceânica, quando foi presidente do Peru, entre 2001 e 2006.

O advogado de Toledo no Peru, Heriberto Benítez, disse à Rádio RPP que a prisão não indica necessariamente que a extradição será aprovada. Ainda de acordo com o advogado, a linha de defesa do ex-presidente será alegar perseguição política. 

Para o jurista James Rodríguez, no entanto, o retorno de Toledo à Lima é uma questão de tempo. “O juiz nos EUA pode ordenar uma fiança ou se encontrar algum perigo de fuga, determinar sua prisão”, disse. “O MP peruano terá de provar o envolvimento de Toledo com casos de corrupção.”

 

O ex-presidente chegou a ser detido em março, no Dia de São Patrício, por dirigir embrigado, mas foi liberado logo depois. Ele vive nos EUA há alguns anos, onde se dedica a dar aulas. 

Toledo é um dos quatro ex-presidentes do Peru envolvidos na Lava-Jato no país. Todos receberam mandados de prisão preventiva depois das investigações da procuradoria. Ollanta Humala chegou a ficar preso por nove meses e foi libertado após decisão judicial.

Pedro Pablo Kuczynski teve a pena transferida para prisão domiciliar em consequência da idade avançada e Alan García cometeu suicídio quando os policiais foram à sua residência prendê-lo, em um desdobramento que chocou o país.  / AP e AFP 

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