EUA prendem filho de importante político xiita no Iraque

Soldados americanos soltaram nesta sexta-feira, 23, o filho mais velho de Abdul-Aziz al-Hakim, um dos políticos xiitas mais poderosos do Iraque, após prendê-lo por 12 horas em um posto de fiscalização na fronteira com o Irã, disseram fontes oficiais iraquianas.Os Estados Unidos acusam o Irã de fomentar a violência no Iraque e já manifestaram seu desconforto com as ligações históricas entre Teerã e o Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque (Sciri), partido de Hakim. O Sciri teve sede no Irã durante o governo de Saddam Hussein, que reprimia os xiitas.O comboio de Ammar Hakim foi parado no posto de fiscalização de Badrah, na província de Wasit, quando ele voltava do Irã, disseram fontes oficiais iraquianas e um assessor de Abdul-Aziz al-Hakim. O motivo da prisão não foi esclarecido.As fontes iraquianas disseram que ele foi levado para uma base americana perto de Kut, capital da província."Ele foi preso junto com três guarda-costas. Suas armas foram confiscadas, embora eles tivessem porte", disse à Reuters o assessor de Abdul-Aziz Hakim. "Os americanos pediram desculpas, dizendo que foi um equívoco e que já o libertaram. Mas isso não é verdade", acrescentou ele antes de confirmada a libertação de Ammar.Após a libertação de Amar, o embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Zalmay Khalilzad, desculpou-se publicamente pela prisão. "Sinto muito", disse Khalilzad.O Iraque fechou suas fronteiras com o Irã e a Síria por três dias na semana passada como parte de um plano para conter a violência que castiga Bagdá e outras cidades iraquianas. Autoridades americanas disseram que a segurança nos postos de fiscalização estava sendo reforçada para impedir a entrada de armas e militantes estrangeiros.O partido Sciri foi fundado no Irã em 1982. Seu braço armado, a Organização Badr, lutou contra Saddam ao lado do Irã na guerra Irã-Iraque. O Sciri é o maior partido do gabinete do premier xiita Nuri al-Maliki.Abdul-Aziz al-Hakim foi recebido na Casa Branca pelo presidente dos EUA, George W. Bush, em dezembro, para conversar sobre como conter os conflitos sectaristas.

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