EUA preocupados com Tríplice Fronteira

A guerra liderada pelos Estados Unidos contra o terrorismo após os atentados de 11 de setembro prevê o "mesmo tratamento" em relação aos grupos extremistas islâmicos e às organizações da América Latina, como as colombianas Farc e ELN, disse, nesta segunda-feira, um funcionário do alto escalão do governo norte-americano. O coordenador da agência de contraterrorismo do Departamento de Estados dos EUA, Francis Taylor, reiterou nesta segunda-feira que a Casa Branca está "muito preocupada" com a suposta atividade de grupos fundamentalistas islâmicos na zona conhecida como "tríplice fronteira", compartilhada por Argentina, Brasil e Paraguai. "Os terroristas que atuam na tríplice fronteira nos preocupam. Por isso, queremos trabalhar com os governos (de Buenos Aires, Brasília e Assunção) para interromper as operações" desses grupos, disse ele. Taylor, segundo quem os esforços internacionais contra o terrorismo e o tráfico de drogas fazem parte "da mesma luta", garantiu que o governo norte-americano está "totalmente satisfeito" com a cooperação fornecida pelos países da América Latina depois dos atentados de setembro. O funcionário norte-americano falou nesta segunda-feira depois de reunir-se com os delegados que participaram do primeiro período extraordinário de sessões do Comitê Interamericano Contra o Terrorismo (CICTE) da Organização dos Estados Americanos (OEA). Taylor informou aos diplomatas sobre as medidas adotadas por Washington após os ataques de 11 de setembro "e logo respondeu a diversas perguntas dos delegados", informou um comunicado divulgado pela OEA logo após o término da reunião, realizada a portas fechadas. As lutas contra o terrorismo e o narcotráfico "fazem parte do mesmo esforço", acredita Taylor. "Creio que precisamos cortar o fluxo financeiro de todas as atividades criminosas e por isso ampliamos nosso regime de controles contra a lavagem de dinheiro." Sobre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Taylor lembrou que estão na lista unilateral de grupos terroristas divulgadas por Washington, ao lado dos paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). "Esses grupos estão sujeitos ao mesmo tratamento dispensado a outros grupos terroristas", advertiu Taylor. Ele garantiu ainda que o governo norte-americano "tem o interesse de ir atrás deles e conter suas atividades". Leia o especial

Agencia Estado,

15 Outubro 2001 | 20h06

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