EUA preparam bomba eletrônica contra o Iraque

Os analistas militares prevêem que as forças norte-americanas testarão uma nova "bomba eletrônica" durante a invasão do território iraquiano. O artefato é capaz de cegar, ensurdecer, emudecer e até paralisar os equipamentos eletrônicos expostos a seus efeitos.As bombas, mantidas em segredo, criam um breve pulso de microondas suficientemente poderoso para paralisar computadores, desativar sistemas de radar, silenciar rádios, desencadear blecautes e paralisar os sistemas eletrônicos de veículos e aviões."Serão úteis contra qualquer adversário que dependa de sistemas eletrônicos", observou Loren Thompson, analista de defesa do Instituto Lexington, um centro de estudos em Arlington, Virgínia.Na guerra moderna, a eletrônica é um componente vital em quase toda arma mais avançada que um fuzil ou uma granada de mão. Por esse motivo, cientistas da Força Aérea dos EUA trabalharam durante décadas num modo prático de produzir pulsos breves e intensos de microondas que incapacitam os equipamentos eletrônicos sem destruir edifícios nem matar seres humanos.Oficialmente, o Pentágono não admite a existência da arma. Questionado em 5 de março sobre o assunto, o general Tommy Franks garantiu: "Não posso falar nada sobre isso, porque não sei nada a respeito."No entanto, analistas dizem que diversos documentos públicos sugerem que a arma estaria pronta para entrar em ação. Segundo um informe de 2000 da coronel da Força Aérea Elaine Walling, cientistas de Base de Kirtland, no Novo México, criaram fontes de microondas que geram até 10 vezes a quantidade de energia que a represa Hoover gera num único dia.Pulsos tão poderosos capazes de incapacitar equipamentos sem deixar vítimas tornam a arma atraente em casos nos quais se pretende evitar baixas entre os civis.De acordo com analistas militares, a bomba tem curto alcance - algumas centenas de metros pelas melhores expectativas. Os efeitos exatos das bombas eletrônicas, porém, são difíceis de prever, admitem os especialistas. O noticiário até 18/3/2003Veja o especial :

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