EUA preparam novas sanções econômicas à Rússia, diz Casa Branca

Em reunião de cúpula, líderes da Otan concordaram que Moscou deve sofrer mais sanções por ações no leste ucraniano

O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2014 | 16h41

NEWPORT, PAÍS DE GALES - Os Estados Unidos estão preparando uma nova rodada de sanções econômicas contra a Rússia pela incursão de Moscou na Ucrânia, disse o vice-assessor de segurança nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, nesta quinta-feira, 4, enquanto ocorre a cúpula da Otan no País de Gales.

Segundo Rhodes, as novas sanções estão sendo finalizadas. Ele não deu detalhes sobre os setores que podem ser atingidos. "O ponto-chave é que a Rússia deve continuar a enfrentar consequências por sua própria escalada."

Os principais líderes da Otan concordaram que a Rússia deveria sofrer mais sanções por suas ações no leste ucraniano, disse o governo americano. "Os líderes reiteraram a sua condenação à contínua violação flagrante, por parte da Rússia, da soberania e da integridade territorial da Ucrânia, e concordaram com a necessidade de a Rússia sofrer crescentes custos por suas ações", disse a Casa Branca em comunicado.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, pediu ao Kremlin que retire as tropas russas da Ucrânia e interrompa o apoio aos rebeldes no leste ucraniano. "Pedimos à Rússia que dê fim à sua ilegal e autodeclarada anexação da Crimeia, que retire suas tropas da Ucrânia e interrompa o fluxo de armamentos. Pedimos à Rússia que recue da confrontação e tome o caminho da paz."

O presidente dos EUA, Barack Obama, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, se reuniram com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, durante a cúpula da Otan.

Hollande declarou a repórteres que uma decisão sobre novas sanções da União Europeia, a ser adotada em Bruxelas na sexta-feira, dependerá dos eventos nas próximas horas, já que prosseguem os esforços para se chegar a um cessar-fogo entre Kiev e separatistas apoiados pelos russos. / REUTERS

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