EUA preparam plano para aliviar restrições de viagens a Cuba

Medidas podem ser uma resposta à libertação de presos políticos; mais três dissidentes chegaram ontem à Espanha

NYT e AP, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

WASHINGTON

A Casa Branca prepara um pacote de medidas para expandir as oportunidades para cidadãos americanos viajarem para Cuba. Funcionários do governo e parlamentares confirmaram ao jornal The New York Times que o objetivo é reduzir as restrições às viagens de cunho acadêmico, religioso e cultural adotadas durante o governo de George W. Bush e restaurar as "políticas pessoais" criadas por Bill Clinton.

As novas políticas não encerrarão o embargo econômico em vigor nem permitirá que turistas americanos visitem a ilha. Analistas afirmam que as mudanças podem ser um marco significativo na política dos EUA para Cuba. Parlamentares alertam que o assunto é sensível e poderia ter consequências nas eleições legislativas de novembro.

Desde que assumiu, o presidente Barack Obama tem aliviado, com cautela, as restrições impostas pelos EUA a Cuba. No ano passado, seu governo autorizou cubano-americanos a enviar dinheiro e visitar parentes em Cuba e retomou o serviço postal. As medidas podem ser uma resposta dos EUA à libertação de 23 presos políticos promovidas por Cuba nas últimas semanas.

Dissidentes soltos. Três opositores cubanos chegaram ontem a Madri, iniciando uma segunda fase no processo de libertação de presos políticos enviados para a Espanha, após um acordo fechado entre a Igreja Católica e o governo de Cuba. Marcelo Cano Rodríguez, Efrén Fernández e Regis Iglesias Ramírez viajaram com suas famílias. O presidente Raúl Castro prometeu libertar, ao todo, 52 dissidentes.

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