EUA preparam reabertura de embaixada em Trípoli

Comissão militar chega à Líbia para determinar que medidas serão necessárias para proteger missão americana

, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2011 | 00h00

TRÍPOLI

Quatro membros do Exército americano estão em Trípoli, com a finalidade de determinar as medidas de segurança necessárias para a reabertura da embaixada dos EUA na capital líbia, informou na terça-feira um porta-voz do Pentágono.

A embaixada foi fechada quando seus funcionários e outros cidadãos americanos foram retirados durante a revolta que já dura seis meses e tirou Muamar Kadafi do poder. Agora, ela se prepara para reabrir, uma vez que as relações Líbia-EUA começam um novo capítulo.

Recentemente, dada a relação instável com Kadafi, a embaixada americana ficou fechada por muito tempo, e mesmo depois de sua reabertura, em 2006, foi guardada por forças de segurança líbias, e não pelos fuzileiros navais, como em outros postos diplomáticos no mundo.

Com a saída de Kadafi, muitos líbios estão otimistas com a perspectiva da melhoria das relações com o Ocidente e o restante do mundo.

Representantes do novo governo e cidadãos líbios afirmam que buscarão a assessoria externa para estabelecer o estado de direito, expandir sua economia e aderir às normas internacionais dos direitos humanos depois de décadas de isolamento.

Os desafios implícitos foram destacados na terça-feira quando a Anistia Internacional divulgou um relatório segundo o qual as forças contrárias a Kadafi fizeram verdadeiras matanças e usaram a tortura durante a rebelião.

Logo depois, o novo governo da Líbia emitiu um comunicado reconhecendo que, durante o levante, combatentes contrários a Kadafi cometeram "um pequeno número de incidentes".

O Conselho Nacional de Transição condenou "todo abuso perpetrado por qualquer um dos lados" e declarou estar "firmemente empenhado em promover os direitos humanos e o Estado de direito, tanto internacional quanto local - a violação dos direitos não tem mais lugar na Líbia". / NYT

 

Impasse diplomático do CNT

Países que reconhecem o CNT: EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China, Turquia, Itália, Alemanha, Espanha, Catar, Jordânia, Japão, Tunísia, Egito, Marrocos, Bahrein, Níger e Colômbia

 

Ainda não reconhecem: Brasil, Índia, México, Suécia, Suíça, Argélia, Irã, Quênia, Síria, Iêmen, Arábia Saudita

 

Não vão reconhecer: Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua, Zimbábue, São Vicente e Granadinas, Antígua e Barbuda, Dominica

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