EUA pressionam China em ação contra Coréia do Norte

O governo dos Estados Unidos está pressionando a China a impor punições à Coréia do Norte, aliada do governo chinês, durante a viagem da Secretária de Estado norte-americano Condoleezza Rice.Rice viaja à região esta semana para uma série de reuniões com a intenção de amenizar as tensões entre os países depois do teste nuclear realizado pela Coréia do Norte.A China, que votou a favor das sanções à Coréia, no sábado, está relutando na realização de inspeções para prevenir a negociação de armas e tecnologia nuclear."Tenho certeza de que a China vai assumir suas responsabilidades", afirmou Rice no domingo, acrescentando estar disposta a "conversar" com o governo de Pequim durante sua viagem à região.A China é o principal aliado da Coréia do Norte na região e fornece alimentos e energia ao país vizinho, que possui uma longa fronteira com a China.Segundo o embaixador norte-americano nas Nações Unidas, John Bolton, o fato de a China impor sanções a Pyongyang vai ser "persuasivo". "Eles ainda não decidiram por isso, mas penso que a China tem uma responsabilidade importante na região".Bolton afirmou que o teste nuclear na Coréia do Norte "foi uma humilhação à China".Rice, que também se pronunciou no domingo, afirmou saber que as "pessoas estão preocupadas com a tensão na região e estou disposta a negociar".Segundo Rice, um embargo contra a Coréia do Norte "é uma ferramenta importante que pode ser usada pela comunidade internacional. Mas devemos utilizá-la de modo a não causar um conflito maior", afirmou.Bolton afirmou que os Estados Unidos acreditam que a China pode inspecionar "portos e a fronteira com a Coréia do Norte. Mas, no oceano, a resolução pode aumentar ou diminuir".Japão e Austrália confirmaram a adesão às sanções da ONU e afirmaram que imposições mais firmes podem ser tomadas por conta própria. O governo da Coréia do Sul, que tomou medidas de aproximação conciliatória com a Coréia do Norte, afirmou que iria aderir à resolução da ONU, porém não deu detalhes sobre as medidas a serem tomadas.Wang Guangya, embaixador da China na ONU, afirmou que o país "deve tomar uma atitude prudente e responsável para não aumentar a tensão na região".

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