EUA pressionam Otan a mandar mais soldados ao Afeganistão

Hillary reforçará pedido por mais tropas durante encontro de chanceleres da aliança que acontece hoje

estadao.com.br,

03 de dezembro de 2009 | 09h19

 Os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) serão pressionados a aumentar o comprometimento com mais tropas e soldados para a guerra no Afeganistão durante o encontro de chanceleres que acontece nesta quinta-feira, 3. Líderes europeus rapidamente saíram em apoio do plano dos EUA de enviar 30 mil soldados, mas a maioria evitou se comprometer com o envio de mais tropas para um conflito tão impopular e violento. Fontes oficiais dos EUA dizem que Washington gostaria de ter entre 5 mil e 7 mil soldados adicionais dos seus aliados no Afeganistão.

 

Veja também:

Presidente assume de vez condução da guerra afegã 

Afegãos temem ''sumiço'' do Taleban 

especialEspecial: 30 anos de violência e caos no Afeganistão 

 

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou que reforçará o pedido de contribuições suplementares aos aliados no Afeganistão, incluindo soldados e recursos. Na quarta-feira, o secretário-geral da Otan, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, pediu que os membros da aliança contribuam com mais tropas para a força internacional e disse esperar que os aliados reforcem as tropas lideradas pela Otan com mais 5 mil soldados, número abaixo dos 10 mil que os EUA esperavam.

 

O Reino Unido já prometeu 500 soldados adicionais, elevando seu contingente para cerca de 10 mil; A Polônia se prontificou a levar 600 a mais, de um total de 2 mil, enquanto a Itália anunciou um aumento não-especificado, aproximado em cerca de mil soldados. Coreia do Sul e a Geórgia enviarão ao todo cerca de 1.500 soldados. Entre os demais países membros, a Eslováquia prometeu o envio de 250 homens e a Macedônia se comprometeu a mandar 80.

 

A Alemanha não sinalizou novos reforços militares e disse que não pode se comprometer antes de revisar sua estratégia no início do ano que vem. A França também afirmou que não planeja mandar novos soldados, mas o presidente Nicolas Sarkozy disse que poderia rever sua posição depois do encontro entre a ONU e a Otan em janeiro de 2010. O premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, declarou na terça-feira que conversará com diferentes grupos políticos no Parlamento para discutir o eventual envio de reforços.

 

O enviado especial de Obama para o Afeganistão, Richard C. Holbrooke, disse que os EUA esperam forte apoio dos aliados da Otan ao novo plano para o conflito, apesar da baixa popularidade da guerra na Europa. Segundo ele, o sucesso da nova estratégia dependerá da cooperação direta dos 43 países que mandaram tropas ou auxiliam com o fornecimento de suprimentos para os militares e o governo afegão.

Tudo o que sabemos sobre:
OtanEUABarack ObamaAfeganistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.