Reuters
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EUA pressionam Rússia após separatismo ganhar força no leste da Ucrânia

Manifestantes pró-Rússia decretaram independência de Donetsk e marcaram referendo

O Estado de S. Paulo,

07 de abril de 2014 | 16h19

WASHINGTON  O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta segunda-feira, 7, ao chanceler russo Sergei Lavrov que Washington monitora de perto os últimos acontecimentos no leste da Ucrânia com grande preocupação. Segundo ele, quaisquer novos movimentos por parte de Moscou provocarão “mais custos” ao Kremlin.

“Kerry telefonou para os russos para manifestar seu descontentamento com as atividades de separatistas, sabotadores e provocadores”, disse a porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki.

Ainda de acordo com a porta-voz, os dois diplomatas concordaram em discutir a crise na Ucrânia daqui a dez dias com representantes da União Europeia.

A Casa Branca alertou para o risco de os manifestantes que tomaram prédios públicos em Donetsk serem agentes russos infiltrados. Obama ainda estuda impor novas sanções à Rússia, segundo seus assessores.

“Vimos grupos de ativistas pró-Rússia tomarem prédios do governo nas cidades de Kharkiv, Donetsk e Luhansk. Há fortes evidências de que eles não sejam moradores dessas cidades, mas pagos para estar ali”, disse o porta-voz Jay Carney. “ Se a Rússia interferir no leste da Ucrânia - aberta ou discretamente - será uma escalada muito séria. Pedimos ao presidente Putin para interromper suas tentativas de desestabilizar a Ucrânia e alertamos contra uma futura intervenção militar.” / AP e REUTERS

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