EUA pressionam sauditas para encontrarem grupos terroristas

Os Estados Unidos estão pressionando a Arábia Saudita para monitorar instituições de caridade islâmicas a fim de garantir que contribuições não caiam nas mãos de terroristas, disse hoje uma alta autoridade americana.A pressão começou meses antes das recentes notícias dando conta que contribuições de caridade da princesa Haifa al-Faisal, mulher do embaixador saudita nos Estados Unidos, podem ter ajudado indiretamente dois homens que participaram dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington.Equipes de diferentes agências dos EUA fizeram várias viagens à Arábia Saudita e os sauditas enviaram oficiais para Washington num esforço para identificar grupos que podem ser fonte de fundos para operações terroristas.O subsecretário de Estado Alan Larson, o secretário-adjunto de Estado William Burns e Francis Taylor, que chefia o escritório contraterrorismo do Departamento de Estado, são alguns dos funcionários americanos que foram a Riad nos últimos meses."Acho que temos visto o governo saudita fazer muita coisa", disse o porta-voz do departamento, Richard Boucher. "Tivemos uma forte resposta. Penso que estamos satisfeitos com a cooperação que recebemos até agora".Entretanto, Boucher acrescentou: "Mais coisas precisam ser feitas. Não fizemos tudo que podemos. Queremos trabalhar mais com os sauditas".Uma alta autoridade, que pediu para não ser identificada, afirmou que a administração está procurando novas formas para identificar grupos com possíveis laços com terroristas, mas ainda não aprovou nenhum plano".A administração Bush também busca ajuda de aliados dos EUA na guerra contra o terrorismo e um "grupo de trabalho" está considerando idéias para conseguir o objetivo, segundo o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.O FBI, enquanto isso, está responsável pela investigação do caso envolvendo a mulher do embaixador saudita. "Os sauditas estão cooperando plenamente", avaliou Boucher.A princesa enviou cheques mensais a uma saudita vivendo nos Estados Unidos. Uma autoridade da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, disse que ela era a mulher de Osama Basnan, que junto com Omar al-Bayoumi teria dado apoio financeiro a dois dos sequestradores.O secretário de Estado Colin Powell, em visita oficial ao México, considerou ser altamente improvável que o embaixador príncipe Bandar bin Sultan e sua mulher "fariam conscientemente qualquer coisa para apoiar atividade terrorista." uinze dos 19 sequestradores de 11 de setembro eram sauditas.O porta-voz disse que os sauditas estão trabalhando com os EUA na questão da imposição da lei, do corte de ajuda financeira a grupos terroristas e em aspectos militares e de inteligência da campanha antiterrorista.Além de tudo, a administração Bush busca o apoio da Arábia Saudita no evento de uma guerra no Iraque. Autoridades americanas disseram na semana passada que o reino prometeu, sob várias condições, ajudar, desde que não seja feito o uso extensivo de seu território.No começo do ano, um comitê de assessoria do Pentágono recomendou que fosse dado um ultimato à Arábia Saudita para parar de apoiar terrorista ou o país sofreria retaliação.O Pentágono, a Casa Branca e o Departamento de Estado se distanciaram da idéia. Powell telefonou para o ministro saudita do Exterior, príncipe Saud al-Faisal, para assegurar-lhe que a "meditação" não refletia a política dos EUA.

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