EUA pressionam Sudão a amenizar sofrimento em Darfur

O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, declarou que os abusos cometidos por milícias árabes apoiadas pelo governo sudanês caracterizam genocídio contra a população negra da região de Darfur. As palavras do chanceler americano têm como objetivo pressionar Cartum a conter os combatentes. Em depoimento perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Powell comentou que sua conclusão tem como base entrevistas conduzidas com refugiados, assim como outras evidências. "Nós concluímos que foi cometido genocídio em Darfur e que o governo do Sudão e as milícias árabes janjaweed são responsáveis. É possível que o genocídio ainda esteja em andamento", prosseguiu. Powell acrescentou que, como signatário de uma convenção internacional sobre genocídio, o Sudão é obrigado a evitar que tais atos ocorram em seu território e deve punir os responsáveis se a prática for constatada. "Para nós, nesse momento, parece que o Sudão não fez uma coisa nem outra", enfatizou. Powell citou o artigo VIII da convenção, segundo o qual as partes podem pedir ajuda da ONU "caso considerem isso adequado para a prevenção e a supressão de atos de genocídio". O chanceler americano pediu ainda que a ONU faça uma investigação completa sobre o assunto.

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