AFP PHOTO / GREG BAKER
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EUA pressionarão China por fim de programa nuclear da Coreia do Norte

Assessor do presidente americano, Donald Trump, afirmou que programa de Pyongyang é uma 'questão urgente' para Washington e reforçou que país não descarta ação militar contra o conturbado país asiático

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2017 | 11h13

WASINGTON - A disposição da China em pressionar a Coreia do Norte a abandonar seu programa nuclear será um "teste" para o relacionamento do país com os EUA, disse na terça-feira um assessor do presidente americano, Donald Trump, ressaltando que o "tempo se esgotou" para a busca de soluções ao impasse com Pyongyang.

"Eles tiveram oportunidades e receberam ofertas em diálogos realizados ao longo de quatro diferentes administrações", disse o funcionário da Casa Branca em relação à Coreia do Norte. Durante conferência telefônica sobre a visita do presidente Xi Jinping fará aos EUA a partir de quinta-feira, ele afirmou que o programa nuclear de Pyongyang é uma das principais áreas em que o governo Trump gostaria de cooperar com a China.

O assessor ressaltou que quase 90% das exportações da Coreia do Norte são destinadas à China, o que daria a Pequim poder de influenciar o regime de Kim Jong-un. Segundo ele, essa é uma questão "urgente" para Trump, que usará o encontro com Xi para enfatizar sua importância. "Todas as opções estão sobre a mesa", disse o funcionário, repetindo frase dita nas últimas semanas por diferentes integrantes da administração para indicar que uma ação militar não está descartada. 

Os dois presidentes se encontrarão pela primeira vez na quinta-feira em Mar-a-Lago, o resort de Trump que se transformou em uma filial da Casa Branca em Miami, na Flórida. A visita termina na sexta-feira, depois de um almoço de trabalho entre os dois líderes.

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