Youssef Rabie Youssef / EFE
Youssef Rabie Youssef / EFE

EUA pretendem retirar tropas da Síria no fim de abril, diz WSJ

Jornal americano diz que plano de Washington é que grande parte dos soldados deixe de atuar no país já em março e saia do país no mês seguinte; Trump declarou a vitória sobre o Estado Islâmico em dezembro

Redação, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2019 | 10h56

ANCARA - Os militares dos Estados Unidos estão se preparando para retirar seus soldados da Síria no fim de abril, com uma parte significativa deles já fora de operação no meio de março, noticiou nesta sexta-feira, 8, o jornal The Wall Street Journal, segundo fontes militares da ativa e da reserva.

Um militar americano confirmou à Reuters o plano para abril e disse que a retirada inclui a saída da base militar americana em Tanf, perto da fronteira da Síria com o Iraque e a Jordânia.

O presidente americano, Donald Trump, havia anunciado em dezembro que serão retirados todos os 2 mil soldados que estão na Síria. Na época, ele disse que a batalha contra o Estado Islâmico (EI) estava quase ganha.

A repentina decisão do republicano surpreendeu muitos da sua própria administração, bem como aliados da coalizão liderada pelos americanos, como a Turquia, e uma aliança com as milícias curdas e árabes que lutaram contra o EI com a ajuda militar dos EUA.

Para garantir a segurança dos soldados, Washington tenta chegar a um acordo com a Turquia, que considera a milícia curda YPG, apoiada pelos americanos, uma organização terrorista. Também está em discussão uma zona de segurança na fronteira para atender às preocupações dos turcos.

Questionado sobre a reportagem do Wall Street Journal, um porta-voz da coalizão se recusou a comentar com à Reuters as datas da saída.

Uma autoridade turca afirmou que os EUA não sinalizaram a Ancara quando a saída da Síria seria completada.

Um funcionário das Forças Democráticas Sírias, a aliança apoiada pelos EUA que é comandada pelo YPG, disse à Reuters: “O que nós sabemos é que não há retirada até agora, e a situação no território segue sem alterações. Não há discussão para qualquer data ou prazo máximo (para a saída das tropas).” / REUTERS

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