EUA pretendem sair do Iraque em um ano, diz comandante

As forças iraquianas devem estar em condições de tomar o controle total da segurança do país em 12 a 18 meses, com o mínimo apoio americano, de acordo com declaração do mais alto comandante do Exército dos EUA no Iraque, o general George Casey, nesta terça-feira. A transferência de poder foi aceita pelos líderes políticos iraquianos, e será precedida da criação e um cronograma para a estabilização do Iraque.Embora outubro tenha sido o mês mais sangrento para as tropas americanas neste ano, com 89 militares mortos em combate até agora, Casey afirmou sentir que os EUA devem continuar a focar na retirada das tropas americanas do país.De qualquer forma, ele disse que não hesitará em pedir por mais soldados caso ache necessário. "Nós já realizamos 75% do processo de três fases de construção das forças (iraquianas). Levará mais 12 a 18 meses, quando eu acredito que as forças de segurança iraquianas serão completamente capazes de assumir a responsabilidade da sua própria segurança, ainda que com um certo grau de auxílio da nossa parte", disse Casey. Com a violência no Iraque em níveis alarmantes, os EUA batalham tanto na frente militar quanto política, na tentativa de controlar o crescente caos nas cidades iraquianas, onde a violência sectária deixa diversas vítimas diariamente.O embaixador dos EUA, Zalmay Khalilzad, que abriu a rara coletiva conjunta de imprensa com Casey, disse que o governo iraquiano deve criar até o final do ano um cronograma sobre os progressos a serem feitos para a estabilização do Iraque. Ao mesmo tempo, ele declarou que os EUA deveriam dobrar seus esforços para obter sucesso no país. "Os líderes iraquianos concordaram com um cronograma para tomar difíceis decisões necessárias para resolver essas questões, disse o embaixador. "Estamos ajudando os líderes iraquianos a atingir uma estabilidade nacional. As forças políticas devem tomar decisões difíceis nas próximas semanas para que haja acordos sobre muitos assuntos nos quais os iraquianos divergem", completou Khalilzad.Ele destacou uma série de medidas pelas quais o progresso iraquiano será medido, que inclui a criação de um sistema para divisão dos lucros provenientes do petróleo entre os diferentes grupos religiosos e étnicos do Iraque. Tanto Casey quanto Khalilzad criticaram o Irã e a Síria, países que fazem fronteira com o Iraque, por tentarem arruinar os esforços americanos no sentido de estabilizar o país.Texto ampliado às 14h50

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