EUA pretendiam pegar Saddam de surpresa

O Pentágono está avaliando quais foram os estragos causados pelos primeiros ataques realizados contra alvos no Iraque, enquanto o presidente norte-americano George W. Bush reúne-se com seus conselho de segurança para receber as últimas notícias relacionadas as operações. Ontem à noite, Bush disse que a ofensiva iniciada tinha objetivo de atingir "alvos selecionados de importância militar" e que se transformará em uma "campanha ampla e conjunta". A operação, que foi chamada "ataque de decapitação", pretendia atingir Saddam Hussein e seu alto comando em local indicado pelo serviço de informações obtidas pelo serviços de inteligência dos EUA. A informação teria levado os EUA a aproveitar uma oportunidade e a lançar a ofensiva, a qual teria surpreendido seu principal aliado, a Grã-Bretanha. De acordo com as agências de notícias, o primeiro-ministro Tony Blair foi informado sobre a operação apenas algumas horas antes do início do ataque, segurindo que o conflito entitulado "operação liberdade do Iraque" ainda não teria sido iniciada. A operação "ataque de decapitação" pode não ter tido sucesso. Cerca de duas horas após os ataques, o presidente iraquiano Saddam Hussein apareceu na TV, indicando o fracasso da operação norte-americana. Não há informação segura ainda de que as declarações, gravadas, foram feitas de fato após o início dos ataques.Hoje, na Câmara dos Comuns, o ministro britânico da Defesa, Geoff Hoon, admitiu que, por enquanto, as forças britânicas não se envolveram substancialmente no conflito. Mas defendeu que o exército da Grã-Bretanha participou de algumas operações. Hoon disse ainda que a ofensiva de ontem à noite foi um alerta para o regime de Saddam Hussein. Marines norte-americanos ou seja as forças especiais preparam para ataque por terra no sul do Iraque.

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