EUA proíbem companhias aéreas de realizar voos a Tel-Aviv

Autoridade de transporte aéreo americana estabeleceu proibição por 24 horas após notícia de que foguete caiu perto de aeroporto

O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2014 | 13h57

WASHINGTON - A autoridade de transporte aéreo dos Estados Unidos proibiu nesta terça-feira, 22, companhias aéreas americanas de realizarem voos de e a partir do aeroporto israelense de Ben Gurion, em Tel-Aviv, por 24 horas. A decisão foi tomada após a notícia de que um foguete teria atingido uma área próxima ao local.

Um voo que partiu de Nova York rumo a Tel-Aviv nesta terça, levando 273 passageiros e 17 tripulantes a bordo, foi desviado a Paris quando sobrevoava o Mediterrâneo.

Algumas companhias como a American Air Lines e a United Airlines informaram que decidiram cancelar seus voos a Israel por tempo indeterminado. Pouco antes, a Delta Air Lines havia anunciado a suspensão de seus voos para Israel até segunda ordem. A US Airways suspendeu os voos e disse que está monitorando a situação para definir suas atividades no futuro.

A Lufthansa e a British Airways afirmam que estão monitorando de perto os acontecimentos e poderão ajustar seus planos de voo dependendo da situação em terra. Mais cedo, a EasyJet e a Air Berlin informaram que continuam realizando voos para Tel-Aviv, mas permitem aos passageiros remarcarem suas viagens para outros destinos.

Em comunicado, o porta-voz da autoridade aeroportuária de Israel, Ofer Lefler, enfatizou que o aeroporto de Tel-Aviv é seguro. Mas companhias aéreas e passageiros têm demonstrado preocupações com a segurança de voo desde a queda do avião da Malaysia Airlines na fronteira entre Ucrânia e Rússia, região tomada por conflitos entre ucranianos e separatistas pró-Rússia.

A tragédia deixou 298 mortos e os EUA afirma que o voo MH17 foi abatido por um míssil terra-ar disparado pelos rebeldes. /AP

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