EUA proíbem saída de refugiados de Faluja

Centenas de homens que tentavam fugir dos intensos combates em Faluja foram forçados a voltar para casa por soldados americanos. Os militares dizem ter ordens para permitir que somente mulheres, crianças e idosos deixem a cidade, alvo de uma ampla ofensiva militar liderada pelo Exército dos Estados Unidos. O comando militar americano alega ter recebido informações segundo as quais guerrilheiros tentam se misturar aos refugiados para escapar. O Exército americano pressupõe que grande parte dos homens de Faluja seja formada por "combatentes rebeldes", motivo pelo qual os soldados foram instruídos a impedir a saída da cidade de qualquer homem com idade entre 15 e 55 anos. "Nós partimos do princípio que essas pessoas voltarão para suas casas e esperarão pelo fim dos choques ou encontrarão algum outro lugar seguro", disse um oficial da 1ª Divisão de Cavalaria do Exército dos EUA que pediu para não ser identificado.A maior parte das centenas de milhares de moradores fugiu da cidade antes do início da ofensiva. Acredita-se que entre 1.200 e 3.000 combatentes rebeldes tenham permanecido em Faluja quando o ataque americano começou, na segunda-feira.Depois, o primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, impôs um toque de recolher em tempo integral em Faluja e ordenou a interdição de todas as rodovias que levam à região, fornecendo base legal para o bloqueio americano. Na quarta-feira, 225 pessoas tentaram deixar Faluja pelo sul, mas fuzileiros navais americanos permitiram somente a passagem de 25 mulheres e crianças.

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