REUTERS/Alexandre Meneghini/File Photo
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EUA proíbem voos fretados a cidades cubanas com exceção de Havana

Medida visa diminuir as receitas do turismo para a ilha que, segundo a administração Trump, 'financia a repressão ao povo cubano e o apoio a Maduro'

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2020 | 18h09

WASHINGTON - Os Estados Unidos proibiram nesta sexta-feira, 10, todos os voos fretados com destino a cidades cubanas, com exceção da capital Havana, na tentativa de diminuir as receitas do turismo para a ilha comunista. 

O secretário de Estado, Mike Pompeo, afirmou que os voos fretados só poderão se dirigir ao aeroporto internacional José Martí, em Havana. A medida já havia sido tomada com relação aos voos comerciais. 

"A medida de hoje evitará que o regime cubano se beneficie dos serviços de voos fretados, ampliados após a decisão de 25 de outubro de 2019, que suspendeu o serviço aéreo comercial a aeroportos de Cuba fora de Havana", ressaltou Pompeo. 

Para o governo de Donald Trump, esses voos fretados "financiam a contínua repressão ao povo cubano e seu apoio ao ditador Nicolás Maduro na Venezuela". Os operadores dos voos fretados terão 60 dias para encerrar as rotas dos EUA até as cidades cubanas.

O Departamento de Transportes dos EUA estabelecerá um “limite apropriado” de voos com permissão para o aeroporto José Martí e emitirá uma ordem “em um futuro próximo” para procedimentos relacionados ao limite, disse Pompeo.

O presidente Trump inverteu drasticamente a política de abertura em relação a Cuba estabelecida por seu antecessor Barack Obama. / AFP e REUTERS 

 

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