EUA prolongam detenção de cinco iranianos

O governo dos Estados Unidos decidiu manter a detenção dos cinco supostos membros dos serviços de inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana, capturados em 11 de janeiro na cidade curda de Irbil, no norte do Iraque, segundo publica neste sábado o jornal The Washington Post.O jornal, que cita funcionários americanos em seu site, indica que na terça-feira passada os responsáveis da política externa da Casa Branca decidiram prolongar a detenção, apesar das recomendações do Departamento de Estado, que aconselhava a libertação.O diário acrescenta que a detenção será revisada semestralmente, da mesma forma que a de outros 250 estrangeiros sob custódia americana no Iraque. Os funcionários citados indicaram que a próxima revisão não acontecerá antes de julho.O Post assinala que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, defendeu a libertação frente ao escritório do vice-presidente, Dick Cheney, que pediu, com firmeza, o prolongamento do cativeiro, para enviar a mensagem, a Teerã, de que seus agentes no Iraque podem ser detidos.A decisão, posterior à libertação dos 15 militares britânicos detidos por Teerã, foi conhecida um dia depois de o jornal inglês Financial Times informar que um fugitivo americano no Irã assegurou ter mantido um encontro com o ex-agente do FBI Robert Levinson antes de seu desaparecimento, há um mês, na ilha iraniana de Kish.Segundo o Financial Times, as autoridades americanas ofereceram poucos dados sobre Levinson, e assinalaram que ele se encontrava em uma viagem particular.O fugitivo americano, que vive no Irã desde o assassinato, nos Estados Unidos, de um opositor iraniano em 1980, assegurou ao jornal que tinha encontrado com o ex-agente desaparecido em um hotel de Kish, ponto turístico do Golfo Pérsico, em 8 de março.Dawud Salahuddin, que se converteu ao islã e se refugiou no Irã em 1980, onde se chama Hassan Abdulrahman, afirmou ao jornal que foi detido no quarto que dividia com Levinson, e interrogado sobre seu passaporte iraniano.Segundo o Financial Times, ele assegurou que as autoridades iranianas o puseram em liberdade no dia seguinte, e lhe informaram que Levinson tinha partido para Dubai.

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