PEDRO PARDO / AFP
PEDRO PARDO / AFP

EUA prometem bilhões de dólares para desenvolver América Central e conter imigração

Segundo chancelaria americana, Washington se comprometeu a repassar quase US$ 8 bilhões

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2018 | 14h31

CIDADE DO MÉXICO - Os Estados Unidos investirão bilhões de dólares no desenvolvimento da América Central e do México como parte de um plano para fortalecer as economias da região e conter a imigração ilegal, afirmaram os governos americano e mexicano na noite de terça-feira.

Segundo o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, Washington se comprometeu a repassar US$ 5,8 bilhões para promover reformas institucionais e o desenvolvimento econômico do Triângulo Norte. Para o sul do México, os americanos devem destinar US$ 2 bilhões, que se somarão aos US$ 25 bilhões que o governo de Andrés Manuel López Obrador quer investir na região ao longo dos cinco anos de mandato.

Obrador tem tentado convencer o presidente americano, Donald Trump, a trabalhar com o México para desenvolver Honduras, El Salvador e Guatemala, assim como a região sul do México, para diminuir o fluxo de imigrantes. Ainda na terça-feira, Obrador anunciou um aumento no salário mínimo no país para desestimular a migração para os Estados Unidos.

Entretanto, as ameaças de Trump de cortar o auxílio à região se a imigração ilegal não for contida causaram dúvidas sobre o quanto os Estados Unidos realmente fornecerão em ajuda.

Grande parte do novo auxílio anunciado na terça-feira é composta por investimento privado que dependerá da viabilidade dos projetos, e outra parte foi a reafirmação de compromissos já existentes.

Mesmo assim, o anúncio de terça-feira surpreendeu alguns céticos que acreditavam que Trump, um republicano, e López Obrador, de esquerda, se chocariam.

O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, disse que Washington destinará 5,8 bilhões de dólares para o desenvolvimento da América Central e aumentará os investimentos privados e públicos no México em 4,8 bilhões de dólares. / REUTERS 

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