EUA prometem evitar que crise no Egito prejudique Israel

Os Estados Unidos vão trabalhar para assegurar que a turbulência política no Egito não crie "novos perigos para Israel ou para a região", disse o vice-secretário de Estado norte-americano, Jim Steinberg. Em comunicado dirigido ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara, ele afirmou que "uma constante, numa região em mudança, é nosso apoio inabalável à segurança de Israel".

AE, Agência Estado

10 de fevereiro de 2011 | 15h52

O comunicado foi divulgado um dia depois de uma reunião na Casa Branca entre o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, e os principais assessores do presidente Barack Obama para a área de segurança, entre eles a secretária de Estado, Hillary Clinton, o secretário da Defesa, Robert Gates, e o assessor de Segurança Nacional, Tom Donilon.

"Onde Israel já fez a paz, nós vamos trabalhar com foco e vigor para preservá-la e aprofundá-la, e para deixar claro que nós contamos com governos que tenham feito a paz com Israel para que sustentem seus compromissos. Estamos comprometidos em assegurar que mudanças políticas nas fronteiras de Israel não criem novos perigos para Israel ou para a região", escreveu Steinberg.

CIA

O diretor da CIA (agência de inteligência dos EUA), Leon Panetta, afirmou a congressistas norte-americanos que há uma "forte probabilidade" de que o presidente do Egito, Hosni Mubarak, renuncie ainda hoje. Questionado sobre as reportagens da imprensa segundo as quais Mubarak estava prestes a deixar o poder, Panetta disse: "Eu recebi a mesma informação que vocês, de que há uma forte probabilidade de que Mubarak deixe o poder nesta tarde." As informações são da Dow Jones.

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