EUA prometem impedir que mudança no Oriente Médio ameace Israel

Os Estados Unidos estão comprometidos em garantir que as mudanças políticas no Oriente Médio, incluindo o levante no Egito, não ameacem Israel, disse o vice-secretário de Estado norte-americano, James Steinberg, na quinta-feira.

REUTERS

10 de fevereiro de 2011 | 16h12

Seja qual for o novo governo no Egito, ele precisará "honrar o tratado de paz histórico do Egito com Israel", afirmou Steinberg aos congressistas dos EUA.

"Estamos comprometidos em garantir que as mudanças políticas nas fronteiras de Israel não criem novos perigos para Israel e região", disse ele, num depoimento ao Comitê de Assuntos Externos da Casa dos Representantes.

"Ao trabalhar para as transições pacíficas, acreditamos que podemos ajudar a garantir a segurança de Israel no longo prazo, assim como podemos apoiar os governos que respondem mais à sua população", afirmou Steinberg.

O governo norte-americano ficará atento contra as tentativas de "sequestrar" a reforma no Egito para fazer avançar o extremismo, disse ele.

O Egito tem sido sacudido por duas semanas de protestos exigindo a saída do presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos, antes do fim do seu mandato em setembro. Mubarak recusa-se a deixar o cargo, mas diz que não concorrerá à reeleição.

Steinberg repetiu as advertências dos EUA ao governo egípcio de que "passos mais concretos" são necessários para sustentar suas promessas de diálogo com os manifestantes, além de eleições livres e justas.

O governo do Egito tem resistido à pressão cada vez maior vinda dos EUA, seu aliado-chave, e do movimento de protesto.

Steinberg indicou que os EUA prosseguiriam a ajudar economicamente o Egito, dizendo que o país apoiará grupos democráticos e a retomada econômica.

A assistência norte-americana ao Cairo é de cerca de 1,5 bilhão de dólares por ano. A maior parte desse valor, porém, consiste em auxílio militar.

(Reportagem de Susan Cornwell)

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