EUA prometem não executar britânicos presos em Guantánamo

Peter Goldmith, procurador-geral da Grã-Bretanha, declarou nesta quarta-feira que os britânicos Feroz Abbasi, de 23 anos, e Moazzam Begg, de 35, presos na base americana de Guantánamo, em Cuba, não poderão ser condenados à morte caso sejam considerados culpados por crimes de guerra. A decisão foi uma concessão do governo americano aos britânicos após dois dias de negociações entre Goldsmith e as autoridades dos Estados Unidos. "Foi confirmado que os promotores americanos não vão pedir a pena de morte em relação aos dois britânicos que estão sendo processados", disse o procurador-geral. No entanto, familiares e advogados dos presos não estão satisfeitos apenas com a garantia de que os britânicos não serão executados. Eles estão preocupados com o tratamento que os dois estão recebendo em Guantánamo e argumentam que os acusados de crimes de guerra deveriam estar em território britânico. Para os familiares, a viagem do procurador-geral não mudou a situação dos presos, já que a promessa de que não seriam executados já tinha sido feita. A viagem, segundo Goldmisth, tinha o objetivo de assegurar que os nove britânicos detidos em Guantánamo recebam um "julgamento justo em qualquer lugar que seja realizado". Os presos vão poder ter um advogado civil americano e um britânico atuando como consultor. Os americanos prometeram também abrir uma exceção para garantir a privacidade nos encontros entre os acusados e seus advogados. As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

Agencia Estado,

23 Julho 2003 | 14h49

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