EUA propõem criação de órgão diplomático na Coreia do Norte

Gabinete funcionaria como intermediário para as negociações de desarmamento com a nação comunista

Reuters,

18 de dezembro de 2009 | 12h32

O presidente dos EUA, Barack Obama, propôs a criação de um escritório intermediário na Coreia do Norte em 2010 par ajudar a melhorar as relações com o país asiático, informou nesta sexta-feira, 18, a agência de notícias Yonhap.

 

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A proposta estava presente na carta que o presidente Obama escreveu ao líder Kim Jong Il, levada à Coreia do Norte na semana passada pelo enviado especial americano, Stephen Bosworth. O diplomata esteve no país para negociar a volta dos norte-coreanos à mesa de negociações sobre seu programa nuclear.

 

Segundo a carta de Obama, o gabinete poderia ser estabelecido se Pyongyang encerrar o boicote às negociações e retornar ao diálogo com a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Rússia e os EUA, segundo a agência.

 

A Coreia do Norte, que viu sua economia enfraquecer desde que sofreu sanções por sair da mesa de negociações sobre o desarmamento nuclear, se disse pronta para voltar ao diálogo após o chefe de diplomacia nuclear se encontrar com Bosworth.

 

A agência, que cita fontes diplomáticas de Pequim, considera essa uma oportunidade única para os norte-coreanos, que declararam as negociações paradas e afirmara que só voltariam à mesa caso Washington retirasse as acusações de que vê planos hostis em seus líderes. "A Coreia do Norte está tentando justificar sua volta às negociações", diz a fonte.

 

Os dois países, tecnicamente ainda em guerra e sem laços diplomáticos, geralmente dialogam através da missão norte-coreana da ONU em Nova York. A Coreia sofreu novas sanções da ONU após realizar em março o segundo teste nuclear de sua história.

 

As sanções se destinam a paralisar a venda de armas, que os especialistas consideram uma das maiores forças econômicas norte-coreanas, já que responde por US$ 1 bilhão da economia de US$ 17 bilhões do país comunista. Poucos esperam que o Kim Jong Il abandonará a produção de armas, que lhe fornece fundo para financiar seu "governo militar" e ganhar apoio em seu país.

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