EUA querem ampliar presença militar na Ásia

Chefe do Pentágono diz que Washington não criará novas bases, mas estuda enviar mais soldados às já existentes

AP e AFP, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2010 | 00h00

MELBOURNE, AUSTRÁLIA

O secretário americano de Defesa, Robert Gates, anunciou ontem que os EUA querem ampliar suas ligações militares com nações do Sudeste Asiático e a Austrália, mas destacou que esses laços não significam um desafio à China.

"Estamos buscando meios de reforçar e tornar mais sólida nossa presença na Ásia", declarou Gates em Melbourne, onde participará hoje de uma reunião ministerial anual entre os EUA e a Austrália.

O chefe do Pentágono disse que os EUA não estão planejando estabelecer novas bases militares na Ásia, mas estão buscando outros meios para cooperar e expandir a presença americana na região. Uma possibilidade que será estudada na reunião de hoje é a de um aumento das forças americanas nas bases militares já existentes na região. Gates busca melhorar os laços militares com a China, ao mesmo tempo em que tenta acalmar os aliados na região que estão preocupados com as intenções de Pequim.

Além de discutir o reforço da aliança militar bilateral, EUA e Austrália também falarão sobre cibersegurança, mísseis de defesa e "vigilância espacial".

Ajuda ao Iêmen. O secretário de Defesa também informou ontem que os EUA devem adotar mais ações para ajudar o Iêmen a combater o braço da Al-Qaeda que se estabeleceu nesse país. Ele não deu detalhes, mas destacou que o foco principal será o treinamento das forças iemenitas. Há onze dias, foram interceptados em Londres e em Dubai pacotes-bomba enviados em aviões de carga americanos para os EUA. A organização Al-Qaeda da Península Arábica assumiu a responsabilidade pelas tentativas de ataques.

BASES NA ÁSIA

Japão

Os EUA têm bases no país desde o fim da 2ª Guerra. Há 35 mil militares americanos.

Coreia do Sul

Desde 1954 os EUA mantêm bases militares - atualmente com 28.500 soldados - no país

Guam

Há 8 mil marines Afeganistão

Atualmente, os EUA mantêm 94 mil soldados no país, invadido em 2001

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