EUA querem aplicar mais a pena de morte, diz jurista

O governo dos Estados Unidos está tentando executar um seqüestrador de avião pela primeira vez. O alvo da possível condenação à morte é o palestino Zayd Hassan Abd Al-Latif, que seqüestrou um jato da Pan Am no Paquistão em 1986 e matou 22 pessoas, entre elas dois americanos. Juristas estão interpretando a vontade de executar Al-Latif como uma indicação de que os EUA querem aplicar a pena capital sempre que puderem. Os promotores parecem tão dispostos a levar o terrorista palestino ao corredor da morte que voltaram atrás de uma proposta feita a ele anteriormente, segundo a qual ele confessaria a culpa e receberia pena de prisão perpétua. Al-Latif venceu o primeiro round da disputa legal. Ele convenceu o juiz distrital Emmet Sullivan de que a pena de morte não se aplica em seu caso. Os promotores pediram ao juiz que reconsidere sua decisão. O procurador da cidade de Nova York, Gerald Lefcourt, disse que o caso é um exemplo da política seguida pelo procurador geral do país, John Ashcroft. "Ashcroft estabeleceu uma política de buscar a pena de morte. Isso tem a ver com sua idéia de que a pena de morte deve ser usada em todas as circunstâncias em que ela seja cabível", disse ele. "Não tem a ver com o 11 de setembro", completou.

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