EUA querem Ásia próspera, pacífica e estável, diz Obama

Presidente americano participa de cúpula em Pequim; questão dos direitos humanos é abordada discretamente

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2014 | 02h02

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu ontem, em Pequim, que as autoridades chinesas abram os mercados, liberem o câmbio e respeitem os direitos humanos e a liberdade de imprensa no primeiro dia de sua visita oficial ao país.

Segundo Obama, é do interesse dos EUA que a China prospere. "Os EUA são favoráveis ao surgimento de uma China próspera, pacífica e estável", disse, acrescentando que, embora os dois países sejam concorrentes, há espaço para a cooperação em uma "ampla gama de desafios e oportunidades".

Obama chegou ontem a Pequim, onde participou do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) e encontrou-se com o presidente chinês, Xi Jinping.

Obama ressaltou as recentes conquistas da economia dos EUA, como o forte aumento da produção de gás e petróleo e o aumento do crescimento de emprego, e definiu 2014 como o melhor ano para o país desde a década de 1990. O presidente afirmou ainda que "não deveria haver nenhuma dúvida de que os EUA continuam comprometidos com a Ásia".

Sobre as relações bilaterais com a China, Obama anunciou um acordo para relaxar a política de vistos, ampliando a validade das permissões de turismo e negócios para um período de dez anos. Para estudantes, o visto valerá por cinco anos. Atualmente, todos duram um ano.

Com sutileza, o presidente americano se referiu a algumas desavenças com a China nas áreas de comércio, investimento e direitos humanos. "Esperamos que a China se transforme em uma economia inovadora que proteja os direitos de propriedade intelectual e rejeite a ciberespionagem para benefícios comerciais", acrescentou.

De forma breve, Obama disse que os protestos pró-democracia em Hong Kong são uma questão "complexa" e que a mensagem essencial enviada pelos EUA é para que se garanta o não uso da violência.

Sem mencionar o modo como Pequim tem lidado com a crise, Obama disse que os EUA não vão parar de se pronunciar sobre a questão dos direitos humanos na China e a situação em Hong Kong porque têm interesses na região.

Encontros. Obama também encontrou-se ontem com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e os dois conversaram enquanto esperavam para realizar a tradicional foto de grupo da Apec. O teor do diálogo entre eles, porém, não foi divulgado.

No mesmo evento, Xi reuniu-se pela primeira vez, desde que os dois líderes assumiram seus cargos, com o premiê japonês, Shinzo Abe. O encontro foi um marco dos esforços para melhorar os laços entre os rivais asiáticos. / AFP, EFE e REUTERS

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