EUA querem comprar mísseis de rebeldes líbios

Os Estados Unidos estão discutindo com o governo provisório líbio a criação de um programa de compra dos mísseis terra-ar obtidos pelas milícias e outros grupos durante a guerra, informaram autoridades do governo americano.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2011 | 03h07

As conversações fazem parte do esforço multinacional para conter os riscos apresentados pelas milhares de armas antiaéreas portáteis apreendidas quando os rebeldes invadiram os depósitos de armas do governo durante a luta contra as forças de Muamar Kadafi. Autoridades ocidentais da área da segurança temem que terroristas possa usar esse tipo de míssil, que é leve e fácil de disparar, para ameaçar aviões civis de passageiros.

Os detalhes ainda não foram concluídos. Mas, em essência, os EUA fornecerão recursos financeiros e apoio técnico ao governo da Líbia, que compraria os mísseis e os encerraria em arsenais ou os destruiria.

Os mísseis, que podem obter um alto preço no mercado negro, são uma ameaça limitada aos modernos caças militares, mas representam um grave risco para os aviões civis, que raramente são equipados de dispositivos eletrônicos que podem desviar ogivas guiadas pelo calor.

Esses mísseis portáteis são um tipo de arma que inclui o conhecido Stinger. Uma versão desse míssil, o SA-7, que na Líbia existe em grandes quantidades, é uma geração mais antiga produzida no bloco oriental.

Os EUA comprometeram-se a fornecer US$ 40 milhões para assegurar os estoques de armas da Líbia, principalmente para impedir a disseminação dos mísseis portáteis. Mas o preço a ser pago para cada míssil e seus componentes não foi determinado ainda, disse um funcionário.

Segundo os EUA, o Exército líbio importou 20 mil mísseis durante o governo Kadafi; hoje o número de mísseis é uma fração disso. Mas um cálculo preciso é impossível, pois ninguém sabe quantos estavam nas mãos do Exército no início da revolta. / NYT

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.